Há mais ou menos um ano atrás, devido a influência de duas amigas que já jogavam o jogo há um tempo em calls, fui convencido a experimentar o Final Fantasy XIV através do Free Trial, que embora limitado em muitas partes, permite você usufruir o conteúdo do jogo base e suas três expansões.
Para isso, criei um personagem que já havia sido usado em uma campanha de RPG mais ou menos na época que adentrei na comunidade de Speedrun, já que a ambientação da mesa era baseada no XIV com alguns aspectos do XI. O nome dele é Zoska Iyrnwilfsyn (pronuncia-se próximo de ironwolf, caso ache o nome mto complexo).
Essa vai ser uma review não tão complexa, mas vai ser impossivel resumir 4 partes de forma tão curta, então vou dar as análises em partes, começando do A Realm Reborn e indo até Shadowbringers!
Ok, Stormblood foi bem fraco em comparação as outras expansões. O que é uma pena por que um dos motivos que me incentivou a jogar ele foi a Raid de FFV que tem dentro dela. Mas vou começar por partes do por que ela não me pegou tanto.
A começar por um problema que o XIV tem MUITO em suas expansões e que aqui é super escancarado: existe um padrão dentro da história onde você está seguindo um arco X, e aí por questões maiores você é jogado pra um arco Y e esse arco X fica simplesmente estagnado por muito tempo até que do nada os roteiristas viram e falam “ó, lembra do que aconteceu lá em lugar x da expansão? POIS BEM, VAMOS VOLTAR PRA ELE AGORA!!!”
O problema é que no Stormblood isso acontece no meio da história principal: você é jogado pra um outro lugar do mundo no meio de um dos maiores conflitos do enredo, se apega a esse lugar, tem uma trama que até que é muito boa, e a história de onde está rolando tal conflito só… fica estática. E eu tenho muita aversão a isso, o que tira pontos do trama principal da história (que também não é lá muito interessante das demais, mas pelo menos a trama da segunda cidade é maneira).
Além disso, já deixando ela pelo caminho, a trilha sonora achei a mais fraca. Claro, existem músicas boas, mas no geral nenhuma delas me pegou a ponto de colocar na playlist anual (diferente das outras expansões que pelo menos tiveram 2 músicas dentro delas, seja a desse ano ou do ano passado). Mas ao menos, como feito nas análises anteriores, vou deixar o tema de uma das tribos do jogo que tem um tom bem Goemon: https://www.youtube.com/watch?v=NQsGrEakzqw
Isso não significa que Stormblood é de todo ruim, longe disso. Kugane é minha cidade favorita do jogo, e se tem algo que essa expansão fez muito bem é a questão das ambientações. Tanto em Kugane quanto na região de Ala Mhigo tem detalhes que enriquecem e trazem uma autenticidade que fazem a exploração pelas regiões serem muito belas até.
Além disso, a própria Raid feita pra essa expansão é muito boa, sendo uma bela ode ao FFV e também ao FFVI com lutas memoráveis dentro dela (sem contar que Omega a parte é um excelente desafio). Mas diria que essa opinião é bem parcial visto que eu tenho o FFV como meu FF favorito. Mas por incrível que pareça, ela não é minha favorita.
Ah, e claro, Eureka. As armas relíquias aqui tiveram sua forma de progressão totalmente alterado, tendo agora uma instância exclusiva com história, áreas e exploração únicas que tiram todo o tédio e exaustão de forjar as reliquias das expansões anteriores. E aqui tem que dar os pontos positivos justos, já que foi uma experiência bem agradável (embora a falta de comunicação, limitada a quem fosse Free Trial, incomodasse demais e fosse um dos pontos negativos mais fortes desse modo de acesso ao jogo).
Um ponto a parte, não correlacionado à expansão, é que foi nela que conheci a comunidade brasileira do XIV e que me trouxeram ótimos amigos, além de me ensinarem a jogar mahjong (sim, a culpa é toda deles, inclusive se vocês verem essa review, OIE BLUE, XELORK, VICK E AMIGOS, SHOUTOUTS PRA VOCÊS!!!!)
No mais, Stormblood não é uma expansão ruim, porém comparado às demais acaba sendo o ponto mais baixo da experiência devido a algumas questões que foram negativas para minha experiência. Existem pontos bons na história, músicas boas, mas ficou com um gostinho de “quero mais”, então a nota acaba sendo a menor aqui.
Nota 7.5/10