Há mais ou menos um ano atrás, devido a influência de duas amigas que já jogavam o jogo há um tempo em calls, fui convencido a experimentar o Final Fantasy XIV através do Free Trial, que embora limitado em muitas partes, permite você usufruir o conteúdo do jogo base e suas três expansões.
Para isso, criei um personagem que já havia sido usado em uma campanha de RPG mais ou menos na época que adentrei na comunidade de Speedrun, já que a ambientação da mesa era baseada no XIV com alguns aspectos do XI. O nome dele é Zoska Iyrnwilfsyn (pronuncia-se próximo de ironwolf, caso ache o nome mto complexo).
Essa vai ser uma review não tão complexa, mas vai ser impossivel resumir 4 partes de forma tão curta, então vou dar as análises em partes, começando do A Realm Reborn e indo até Shadowbringers!
Começando pelo jogo base, A Realm Reborn é bem o início da jornada do herói. Aqui eu vou aproveitar até pra falar mais das mecânicas e de toda a ambientação / conteúdo que o jogo te entrega.
E sendo bem honesto, ARR tem momentos bons e te apresenta os personagens chaves que vão te seguir por toda a história. Existem três cidades capitais e você começa baseado na classe que escolhe na criação do personagem;
Aliás, já falando disso, ao mesmo tempo que o jogo te entrega uma boa quantidade de raças jogáveis (com duas raças tendo sido adicionadas ao Free Trial recentemente, mas vou chegar lá depois), senti que faltou mais variedade para personalizá-los, como face, barba, distribuição do corpo, etc.
Voltando, As três cidades são bem únicas em termos de ambientação e detalhes. Claro que o fator de ser um MMORPG agrega também em enriquecer essas questões, e durante a história (e até o jogo em si) você vai se encontrar revisitando-as aqui e acolá.
Por ser um jogo base, algo que acaba pecando infelizmente é que o jogo é MUITO arrastado em questão de história e progressão, embora seu conteúdo opcional (como as quests de classe, minigames e afins) sejam muito bons em contrapartida. Como tudo aqui é bem introdutório, e por consequência longo, foi natural eu demorar um tempo pra chegar até o final da história base, embora o final dela seja muito bem construido. Aliás, seu pós-game também faz uma ponte muito boa, com novos personagens aparecendo e algumas perdas que fazem você sentir.
Aliás, sobre conteúdo opcional, tenho que tirar o chapéu pra como você é livre pra fazer o que quiser no jogo. Cada pessoa tem uma forma de jogar diferente e ele casa bem com a proposta do jogo. Você pode só curtir a história, você pode fazer gpose com outras pessoas e se divertir modelando-os, tem quem joga só pelo RP, tem quem joga pelo conteúdo end-game que o jogo oferece, tem quem só faz crafting pra vender no mercado, tem até quem fica só fazendo os minigames na Gold Saucer pra farmar dinheiro pra comprar montaria, cartas de Triple Triad, e etc. É uma infinita possibilidade de coisas pra poder explorar.
Porém, como essa é uma review de alguém que só utilizou o Free Trial, tenho que dizer que o ARR é o que mais te quebra em questão de fazer algumas coisas que dependem de itens e afins já que você não pode comprar nada do mercado do jogo. Fazer a arma relíquia da base foi uma das piores experiências que tive de longe, e não recomendo pra ninguém que vá testar o FT e pretenda dissecar o jogo como eu fiz.
Por fim, a trilha sonora aqui brilha e muito. Dá pra dizer que é a minha favorita das que tem (pelo conjunto, já que tem outras músicas do jogo que amo mais). Sendo um dos últimos trabalhos completos do Nobuo Uematsu, é difícil escolher uma só pra ilustrar, mas vou deixar o tema da luta contra os vilões da base: https://www.youtube.com/watch?v=hxloV6X0vfE
No mais, A Realm Reborn entrega um bom fundamento, embora tenha um início de história bem entendiante e até de certo modo árduo pela escassez de itens que você pode obter para progressão de algumas classes e conteúdo. Eu vou considerar aqui isso + a questão da comunidade e diversidade de conteúdo, então uma nota 8 é bem justificável.
Nota 8/10