Review de Final Fantasy XIV – Shadowbringers

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Há mais ou menos um ano atrás, devido a influência de duas amigas que já jogavam o jogo há um tempo em calls, fui convencido a experimentar o Final Fantasy XIV através do Free Trial, que embora limitado em muitas partes, permite você usufruir o conteúdo do jogo base e suas três expansões.

Para isso, criei um personagem que já havia sido usado em uma campanha de RPG mais ou menos na época que adentrei na comunidade de Speedrun, já que a ambientação da mesa era baseada no XIV com alguns aspectos do XI. O nome dele é Zoska Iyrnwilfsyn (pronuncia-se próximo de ironwolf, caso ache o nome mto complexo).

Essa vai ser uma review não tão complexa, mas vai ser impossivel resumir 4 partes de forma tão curta, então vou dar as análises em partes, começando do A Realm Reborn e indo até Shadowbringers!

Remember us… Remember that we once lived…

A LunaValkyr estava certa. Shadowbringers é o ápice da experiência do FFXIV. E assim se aplica para ao Free Trial.

E é impossível eu fazer essa parte da review sem ter que contar algumas partes importantes da história então aqui fica o aviso:

SPOILERS A PARTIR DAQUI

 

 

E já vou começar pelo mais importante: Emet-Selch faz jus ao amor que a comunidade tem por ele. Existe algo que eu respeito muito na criação de um “antagonista” na história que eu chamo de “antítese do seu ideal”.

Algo que se baseia não pelo personagem ser cruel, ou ter intenções malignas só pelo propósito de dominação ou de destruição, mas pelo fator onde as ideias do antagonistas não tem um princípio vil, mas que seus métodos se opõem ao ideal do seu personagem. Aonde você, o jogador, entende que ambos os ideais tem uma finalidade positiva, mesmo que o caminho para tal (e até a conclusão) divirjam uma da outra.

É assim com o Maruki de Persona 5 Royal, é assim com o Ovan (até certa extensão) no .hack//G.U. … e é assim com o Emet-Selch.

Shadowbringers começa a trazer alguns pontos soltos pelas expansões do XIV que levam a sua conclusão em Endwalker, principalmente no lado dos então vilões que até então, tinham um propósito na qual você acha que é ruim, mas que no fim, é só um meio para algo que lhe foi tirado.

E isso tudo é pra trazer um ponto positivo de Shadowbringers: sua história. Embora aqui também aconteça o mesmo problema que eu levantei em Stormblood, dessa vez existe um sentido mais coeso que faz você esquecer dessa questão e aproveitar uma história feita do zero, como se fosse um reboot do A Realm Reborn, considerando os elementos nela.

Além disso, eu preciso trazer outro ponto principal e que atrela fortemente à história de Shadowbringers: sua trilha sonora.

Sério, se ARR tem um conjunto de músicas melhores, as músicas que tenho como favoritas em Shadowbringers se destacam mais que elas, e em específico as músicas vocais. E como meus gostos tendem a crescer cada dia que passa, talvez daqui umas semanas eu mude de opinião e considere a trilha sonora de Shadowbringers a melhor até aqui. E não existe um exemplo melhor do que a música de créditos: https://www.youtube.com/watch?v=_4lJsmCqvCI

Shadowbringers tirou o melhor de mim, criativamente e emocionalmente por esses dois aspectos. Sorri, chorei, fiquei puto, fiquei empolgado… Cada parte da história, cada pedaço de conteúdo, cada missão secundária que eu concluía fez a experiência ficar ainda mais rica em detalhes, em memórias.

Inclusive, o jogo é repleto de conteúdo, acho que é a expansão do Free Trial que mais oferece isso, se desconsiderarmos o jogo base. Inclusive até o momento da análise (15/08), eu ainda estou dissecando o jogo então tem coisas que eu ainda sequer terminei (dá pra dizer que 95% do que gostaria de fazer já foi feito, resta só Bozja que é aonde você faz as relíquias de arma, que até onde eu joguei traz coisas interessantes mas que não posso opiniar por completo.)

Aliás, posso falar com tranquilidade que tanto as Raids, quanto a Alliance de NIER AUTOMATA entregam o melhor das duas partes. Ênfase nas Raids pois aqui temos duas de uma vez, ambas com uma história impecável e lutas desafiadoras e épicas, elevando o patamar de uma expansão que não tem nenhum ponto negativo a se destacar, de tão redonda que ela é para os jogadores.

Shadowbringers encerra a experiência Free Trial com chave de platina, o que é engraçado já que a expansão gratuita saiu em Abril, já quando eu estava pensando em ativar a chave do jogo para acessar o conteúdo completo. Tudo aqui entrega perfeição e conforma passam os dias, meu apreço por ela cresce mais e mais, e faz jus a todo mundo que recomenda o MMORPG devido as experiências que tiveram graças ao Shadowbringers.

Se eu fosse dar uma nota unificada do Free Trial, diria um 9/10. Existem expansões inesquecíveis, assim como existem expansões não tão memoráveis.

MMORPGs não são meu tipo favorito de jogo, muito longe disso. Mas FFXIV entregou pra mim uma experiência que eu jamais tive em outros jogos e comunidades. Algo que vai além da experiência da história. Passa pelas pessoas que conheci através dela, pelas pessoas que me reaproximei graças a ela, pelos personagens que me apeguei e pela música que trazem um significado único ao ouví-las.

Recomendaria o Free Trial? Sim mas não da forma como eu explorei ele. Vá, curta o jogo, ache sua forma de se divertir nele pois existem INÚMERAS FORMAS DE JOGAR O FFXIV ALÉM DA HISTÓRIA! E aí se valer a pena e se divertiu, invista na versão completa.

Agora é terminar o resto do conteúdo de ShB e prosseguir no capítulo final do arco atual que se encontra em Endwalker (que já tá me conquistando com sua trilha sonora).

E lembre-se sempre:

Stand tall, my friend…

Nota 10/10