Depois de um turbilhão de emoções vividas nos capítulos 3 e 4, o Festival da boa vizinhança do Light World vem pra dar uma apaziguada nos ânimos e dar um pouco de leveza antes da tempestade que se aproxima.
Bem, o festival é muito maneiro mesmo. Tem muitas interações que você pode fazer seja sozinho, ou com a Susie ou a Noelle, ou fazendo elas duas se interagirem. Inclusive esse capítulo mexe muito com a relação das duas, que está cada capítulo mais amoroso e forte (e como uma pessoa que ama um romance, tá muito fofo ver a Susie sendo toda galanteadora e a Noelle se aceitando cada vez mais).
Bem, é tudo diversão e alegria até o pai da Noelle ter um troço e, enquanto ela está longe, a loja do Asgore virar uma fonte pro Dark World, o que já era esperado que fosse acontecer principalmente agora, já que tudo dava indício de que o homem sabe de algo.
A temática dessa vez é BEEEEM japonesa e floral, já que a loja é uma floricultura. Além disso, as sete flores que ele cultivam, aqui ganham forma e fazem uma alusão PERFEITA a Flowey e as seis almas que o Asgore mantém no Undertale.
Inclusive a introdução do Flowery (que é a flor chefe mas humanizada), é algo que me deixou de boca aberta. É o Mr. Alegria que só, bem caricato mesmo, e muito bem feito. Aliás todas as flores são, especialmente a verde que é um amor e te ajuda durante o percurso.
Sobre o mundo em si, é muito bom. Mistura o que a gente já conhecia de mecânicas do Deltarune mas dessa vez com partes de plataforma 2D que se encaixaram muito bem, permitindo uma ótima exploração e jogabilidade. Dá pra dizer tranquilo que esse é o ponto alto do capítulo.
Por outro lado, senti que alguns inimigos e o começo dele era repetições do que a gente já viu em capítulos introdutórios, o que foi bem chato.
Fora que, pelo impacto que foi o capítulo 4, com toda a questão das profecias e o embate épico, a vibe que esse capítulo passa dá um certo anti clímax pro desenrolar da história. Claro, tem cenas e interações muito boas nela, que inclusive me tiraram uma boa risada e emoção, mas não passa a mesma pegada que o final do capítulo 3 e todo o capítulo 4 trouxe, e isso achei negativo, mas não no sentido pejorativo. Provavelmente é um gancho pra reta final e dá pra entender isso.
Em outro ponto, dá pra ver que rolou um bom salto em questões gráficas e de animações desde o último lançamento até aqui, sem contar a parte sonora que veio refinada e com boas músicas! Questão de cenário, nas partes 2D, nas animações dos personagens. A equipe está crescendo e isso deixa o jogo ainda mais belo de acompanhar.
E pra finalizar, a luta secreta é uma sopa de referências a tudo que o Japão tem: Visual Novels, Idols, Tsundere, o que você conhece de coisa otaku raiz está lá, e muito bem estruturado, inclusive. De todas as cinco lutas, essa é a mais divertida de se fazer. Não é a mais difícil, mas traz um desafio bem justo e maneiro. Agora é ver o que dá pra fazer com os cristais que pegamos, já que essa luta é a última.
No mais, o Capítulo 5 entrega um ótimo resultado, fruto da genialiade do Toby Fox e da Temmie e de todo mundo que tem trabalhado por trás do projeto. Claro, não é meu capítulo preferido, e tem alguns pormenores que o tiram do 10, mas traz uma evolução bela do que já vimos, e que caminha largos passos pro desfecho do jogo.
Nota 9/10